maio 18, 2022
VARÍOLA DO MACACO: Rara infecção viral está se espalhando pelo mundo
Nenhum comentário | Deixe seu comentário.Foto: Reprodução
A varíola dos macacos é uma infecção viral geralmente associada a viagens para a África. Costuma ser uma doença leve e autolimitada, transmitida por contato muito próximo com alguém com varíola e a maioria das pessoas se recupera em poucas semanas. Segundo a agência de saúde britânica, a chance de contágio para a população em geral permanece muito baixo.
O vírus não se espalha facilmente entre as pessoas e o risco para a população é baixo. No entanto, os casos mais recentes são em comunidades LGBTQIA+, por isso a entidade aconselha esses grupos a ficarem alertas a quaisquer erupções ou lesões incomuns em qualquer parte do corpo, especialmente na genitália.
A doença, então, passa por diferentes fases que podem ser dividas em períodos:
Fase 1: o período de invasão (dura entre 0-5 dias)
Nessa primeira fase, a pessoa infectada costuma apresentar febre, dor de cabeça intensa, linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos), dor nas costas, mialgia (dores musculares) e uma intensa falta de energia.
A linfadenopatia é uma característica distintiva da varíola dos macacos em comparação com outras doenças que inicialmente podem parecer semelhantes (varicela, sarampo, varíola).
Fase 2: a erupção cutânea geralmente começa dentro de 1-3 dias após o aparecimento da febre.
A erupção tende a ser mais concentrada na face e extremidades do que no tronco. De acordo com a OMS, as bolhas afetam a face em 95% dos casos e as palmas das mãos e plantas dos pés em 75% dos casos.
Também são afetadas as mucosas orais (em 70% dos casos), genitália (30%) e conjuntiva (20%), bem como a córnea.
A erupção evolui e passa por diferentes estágios. Inicialmente, aparecem lesões planos, que ficam levemente elevadas, depois se enchem de líquido amarelado, antes de formarem uma crosta, que depois caírem.
Fonte: Agora RN