As águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) já estão percorrendo o território potiguar e começam a reforçar a segurança hídrica do Rio Grande do Norte. A operação integra uma ação conjunta do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).
No RN, a água chega pelo Ramal do Apodi, com uma vazão inicial de 1 metro cúbico por segundo, que será ampliada gradativamente até alcançar 2 m³/s. O percurso inclui o Túnel Major Sales, o Açude Angicos e o Açude Flexas, até chegar à Barragem de Pau dos Ferros, no Alto Oeste potiguar.
Segundo o secretário da Semarh, Paulo Varella, a liberação está sendo feita de maneira gradual e sistemática, porque esta etapa tem caráter de teste e será realizada ao longo de todo o segundo semestre de 2026. “É mais um passo para termos segurança hídrica nessa região”, afirma Varella.
*15 milhões de metros cúbicos até o fim do ano*
A expectativa é que, até o final de 2026, aproximadamente 15 milhões de metros cúbicos de água sejam incorporados à Barragem de Pau dos Ferros. Atualmente, o reservatório está com cerca de 50% de sua capacidade e poderá alcançar aproximadamente 80% com a chegada das águas do São Francisco.
A Barragem de Pau dos Ferros é estratégica para o abastecimento do Alto Oeste, por integrar o Sistema Produtor Integrado (SPI) Alto Oeste: subsistema Pau dos Ferros/RN.
De acordo com dados da Caern, o sistema atende às populações de Pau dos Ferros, incluindo a Vila do Perímetro Irrigado, na zona rural do município, além de São Francisco do Oeste, Rafael Fernandes, Água Nova, Riacho de Santana, José da Penha e Luís Gomes.
*Próxima etapa será a Barragem de Santa Cruz*
A chegada das águas do PISF ao Alto Oeste representa uma etapa importante de um projeto mais amplo de segurança hídrica para o estado. Conforme o planejamento apresentado pelo secretário Paulo Varella, após a chegada à Barragem de Pau dos Ferros, a expectativa é que o fluxo avance até a Barragem de Santa Cruz, no próximo ano.
A operação gradual permite acompanhar o comportamento do sistema, testar a infraestrutura e garantir que a água percorra, com segurança, todo o caminho previsto dentro do território potiguar.
É a água do São Francisco chegando ao RN e se integrando à rede de reservatórios que sustenta o abastecimento de milhares de potiguares, especialmente em uma das regiões historicamente mais vulneráveis aos períodos de estiagem.





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