Novo coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Camilo Santana afirmou que Lula participará de dois debates para os quais foi convidado: da Band, 18 de outubro e da TV Globo, 23 de outubro. O presidente não compareceu aos debates do primeiro turno, assim como seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Atrás do senador no primeiro turno, o petista mudou de estratégia em relação ao primeiro turno e agora quer fazer o embate com seu oponente.
—Ele vai participar. O da Band está confirmado, e vai participar da Globo — disse Camilo.
— Estaremos juntos, terá muito debate na TV, na internet. Agora estou virando o rei da selfie. Estou virando um internauta.
Ex-ministro da Educação e governador do Ceará por dois mandatos, Camilo Santana passou a integrar a coordenação da campanha nesta semana, quando Lula promoveu uma reorganização nos quadros de comando após sair em segundo lugar no primeiro turno.
Camilo atuou nos últimos meses como principal cabo eleitoral para que Elmano de Freitas (PT) fosse reeleito governador de seu estado. A disputa cearense foi acirrada com Ciro Gomes (PSDB), que liderou as pesquisas de intenção de voto até a reta final. A vitória de Elmano no primeiro turno aumentou o prestígio do senador junto a Lula e entre as lideranças petistas.
Nesta sexta-feira, Camilo fez sua primeira fala pública como coordenador da campanha, mas evitou tratar da substituição de pessoas. Segundo interlocutores de Lula, a entrada de Camilo reduziu poderes de Edinho, presidente do PT e coordenador-geral da campanha.
— Não há trocas, há reforços. Eu e Rafael Fonteles (governador reeleito do Piauí), viemos para reforçar o time. Nosso papel é ajudar na estratégia do segundo turno. Tive a experiência de ser governador no período no governo Bolsonaro. Bolsonaro deixou legado de arrocho, desemprego e desmontou o Ministério da Educação.
Camilo também trouxe um tom de embate mais direto com Flávio Bolsonaro e disse que o Brasil não pode ser transformado “em uma Argentina”, ao se referir ao “tesouraço” nas contas públicas proposto pelo adversário, em uma crítica ao presidente Javier Milei, que apoia o candidato do PL.
— Não queremos transformar o Brasil numa Argentina. O mesmo tesouraço da Argentina ele quer fazer aqui. Vai cortar de quem? Queremos cortar dos grandes. Eles defendem os ricos e nós defendemos os pobres. Nós conhecemos as duas formas de governar. E o filho é o pior da família.
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