A Prefeitura de Mossoró alcançou nota A na Capag (Capacidade de Pagamento) do Tesouro Nacional, classificação máxima usada para medir a saúde fiscal de estados e municípios. O resultado coloca o município em posição de destaque no Rio Grande do Norte e contrasta com a situação do Governo do Estado, que amarga nota C no mesmo indicador.
A Capag é considerada uma espécie de “Serasa dos municípios”. O índice avalia se o ente público tem condições de honrar compromissos, contrair operações de crédito e manter equilíbrio nas contas. Segundo o Tesouro Nacional, a análise considera endividamento, poupança corrente e liquidez.
O desempenho de Mossoró ocorre após um processo de reorganização financeira conduzido por Allyson Bezerra. Quando assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2021, o então prefeito encontrou um cenário de forte desequilíbrio: salários atrasados, fornecedores sem receber, débitos com bancos, dívidas previdenciárias e passivos acumulados em diferentes áreas da administração.
Na época, levantamento divulgado pela gestão apontou que a dívida consolidada do município passava de R$ 855 milhões. Desse total, havia débitos com fornecedores, Previ Mossoró, INSS, bancos, precatórios, salários e outros compromissos herdados.
Allyson encerrou sua gestão deixando Mossoró em condição diferente da que encontrou. Além da nota A no Tesouro Nacional, o município passou a registrar contas equilibradas e maior capacidade de investimento.
Outro dado destacado é a situação do Previ Mossoró. A previdência municipal, que em 2021 era apontado como um dos maiores passivos do município, com dívida superior a R$ 233 milhões, chegou ao fim da gestão com R$ 242.089.625,05 em caixa.
A nota A da Capag reforça a mudança de cenário nas finanças municipais. Em 2021, Allyson assumiu uma prefeitura marcada por dívidas, atrasos e limitações financeiras. Em 2026, deixou Mossoró com a melhor classificação do Tesouro Nacional, enquanto o Governo do Rio Grande do Norte segue com nota C.




Deixe o seu Comentário