Durante muito tempo, Apodi viu outros municípios ocuparem espaço na política estadual enquanto esperava por uma representação própria.
Em 2022, isso mudou.
Neilton Diógenes, então vice-prefeito de Apodi, foi eleito deputado estadual com 25.143 votos e passou a integrar a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A própria Assembleia registra que ele é o primeiro filho de Apodi eleito para o Legislativo estadual após a Constituição de 1988.
Não foi apenas uma vitória pessoal.
Para Apodi, significou voltar a ter um filho da terra sentado na Assembleia Legislativa.
E o mandato passou a levar para Natal demandas que muitas vezes ficavam restritas às conversas locais.
Saúde.
Educação.
Água.
Saneamento.
Infraestrutura.
Cultura.
Zona rural.
Famílias atípicas.
São vários assuntos diferentes, mas todos ligados à vida do apodiense.
Nos últimos anos, o nome de Apodi apareceu repetidamente nos pronunciamentos do parlamentar.
Em 2025, por exemplo, Neilton utilizou a tribuna para destacar investimentos em escolas e o avanço do saneamento básico do município.
Em 2026, voltou a tratar da realidade da zona rural ao cobrar melhorias para a Escola Valdomiro Pedro Viana.
E, no orçamento de 2026, apresentou emenda de R$ 875 mil para o Fundo de Saúde de Apodi.
Esse é o ponto que o eleitor precisa observar.
Não se trata apenas de perguntar quem é conhecido.
Não se trata apenas de perguntar quem tem mais seguidores.
A pergunta é outra:
O que cada representante fez quando teve a oportunidade de ocupar um espaço de poder?
No caso de Neilton, existe uma trajetória que pode ser conferida nos registros públicos.
Ele saiu de Apodi, foi vice-prefeito, chegou à Assembleia e passou a apresentar demandas do município no Legislativo estadual.
Agora, cabe ao cidadão fazer aquilo que todo eleitor deve fazer:
lembrar, pesquisar, comparar e decidir.
Porque eleição passa.
Mandato passa.
Mas a responsabilidade de escolher quem vai representar Apodi permanece nas mãos de cada eleitor.
E uma coisa é certa:
quando um filho de Apodi ocupa uma cadeira na Assembleia, o município passa a ter uma voz a mais para cobrar, reivindicar e buscar recursos.
Por Cassinho Morais — Apodi Agora
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