A menos de um mês do primeiro turno, o 7 de Setembro será utilizado pelas campanhas presidenciais para reforçar suas estratégias na reta final da eleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará do desfile oficial em Brasília, onde pretende destacar temas como soberania nacional e combate à violência contra as mulheres. Flávio Bolsonaro (PL), por outro lado, estará na Avenida Paulista, em São Paulo, em um ato que deverá incluir novas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A expectativa é que ministros do STF que participaram de desfiles anteriores, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, não compareçam à cerimônia em Brasília diante do atual desgaste da Corte.
Lula reforça soberania nacional
Lula não fará discurso durante o desfile. A estratégia do governo é destacar pautas já presentes na campanha, principalmente a defesa da soberania nacional, tema que ganhou espaço diante dos conflitos comerciais com os Estados Unidos.
Duas semanas após o feriado, Lula deverá viajar para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde poderá voltar a se reunir com o presidente americano Donald Trump.
O desfile em Brasília terá cerca de duas horas e também dará destaque ao público feminino, com mensagens de combate ao feminicídio e referências à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
A programação contará ainda com atletas de diferentes modalidades, militares e ações relacionadas à vacinação. A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhou os preparativos para evitar questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre eventual propaganda eleitoral.
Todos os ministros do governo foram convidados a acompanhar Lula no palanque. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve participar. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não confirmou presença, mas é esperado na cerimônia.
Flávio Bolsonaro participa de ato na Paulista
Flávio Bolsonaro estará na Avenida Paulista, tradicional palco de manifestações bolsonaristas. A campanha do senador voltou a elevar o tom contra Alexandre de Moraes após a divulgação de mensagens enviadas ao ministro pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante uma agenda no Rio Grande do Sul, Flávio antecipou a palavra de ordem que pretende levar ao ato: “fora Lula e fora Moraes”.
A postura coloca o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma situação delicada. Ele deverá participar da manifestação, mas evita aderir aos ataques contra Moraes. O governador mantém relação institucional com o ministro e busca impedir que sua presença seja interpretada como apoio ao movimento contra o magistrado.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não deve participar do ato, segundo interlocutores. A ausência ocorre enquanto aliados de Flávio defendem uma participação maior dela na campanha, especialmente para alcançar mulheres e eleitores evangélicos.
Com informações de O Globo






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