O Rio Grande do Norte contará com o investimento expressivo de R$ 908,2 milhões em crédito rural e fomento através do novo ciclo do Plano Safra 2026/2027. O anúncio oficial foi realizado pela governadora Fátima Bezerra durante reunião técnica entre representantes de instituições estaduais e federais. O montante representa um crescimento de 9% em relação ao período anterior, quando foram aplicados R$ 831,4 milhões na economia rural potiguar.
A maior parcela dos recursos anunciados será destinada diretamente ao fortalecimento da agricultura familiar no estado. Ao todo, R$ 670,2 milhões — o correspondente a cerca de 74% do valor global — atenderão os pequenos produtores rurais. Os R$ 238 milhões restantes serão direcionados a operações de crédito de mercado voltadas ao segmento da agricultura empresarial, viabilizados por linhas de financiamento, seguro agrícola e assistência técnica.
Durante o anúncio, a governadora destacou o impacto do agronegócio para o sustentáculo das cadeias produtivas e para a geração de renda no interior potiguar. A gestora enfatizou que o incentivo ao setor garante o acesso a alimentos saudáveis e fixa o trabalhador no campo com dignidade. Além disso, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar ressaltou o papel transformador do acesso ao crédito associado à capacitação técnica.
Um dos principais motores dessa aplicação financeira no estado é o Agroamigo, programa de microfinança rural executado pelo Banco do Nordeste. Voltado a agricultores habilitados no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o modelo impulsionou o desempenho local no Pronaf B. Segundo a superintendência do banco, o Rio Grande do Norte alcançou a segunda posição nacional em crescimento e aplicação nessa modalidade, superando as metas estabelecidas.
Em âmbito nacional, o Governo Federal disponibilizou R$ 525,1 bilhões para médios e grandes produtores, além de R$ 85,2 bilhões exclusivos para o Pronaf. O ciclo atual trouxe avanços significativos, como a redução das taxas de juros, que variam de 1% a 2% para a agricultura familiar, e a implementação de restrições ambientais rigorosas, proibindo subsídios para empreendimentos que realizem a supressão de vegetação nativa.






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